«Ele que deixasse os livros, diziam, para os paralíticos e os moribundos.»

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

depois de uma tarde menos zen

Minhas pequenas dúvidas estabelecem
habitação violenta. furam pelos ossos,
espalham os dedos em volta, os caules
aquecidos do vento, roem
lentamente os pátios inertes,
instalam a dobra azul dos cotovelos,
resistem. têm, ambígua, a elegância
elementar da água. Dobram
as espigas nos dentes,
conhecem o nervo
estendido no céu.
(...)
António Franco Alexandre
, Poemas (Assírio&Alvim)