«Ele que deixasse os livros, diziam, para os paralíticos e os moribundos.»

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Perseguido por este poema 5


Toquei num flanco súbito.
A mão que dolorosamente extraíra
rosas de mármore
dos sítios difíceis. Essa mão agora
nos trabalhos da alma: o flanco acordado, o abismo
da palavra. Resplandecia.
Levantava a pálpebra de jóia instantânea.
Das brancas ramas desentranha a corola
compacta, intrínseca, propagada
na árvore. Flanco e mão. E o nome que os ilumina
arboreamente.

- Herberto Helder -