«Por um lado, sobrestimamos o outro, por outro, menosprezamo-lo e estamos sempre a sobrestimarmo-nos e a menosprezarmo-nos, e quando nos deveríamos sobrestimar menosprezamo-nos, tal como nos deveríamos menosprezar quando nos sobrestimamos. E, de facto, sobrestimamos todo o tempo principalmente o que projectamos fazer porque, na verdade, cada trabalho do espírito é, como qualquer outro trabalho, sobrevalorizado em exagero e não há no mundo nenhum trabalho do espírito a que este mundo sobrevalorizado não pudesse renunciar, tal com não há ninguém, nenhum espírito, a que não se devesse renunciar neste mundo; aliás, a tudo se deveria renunciar caso tivéssemos força e coragem para isso.»
Thomas Bernhard, em Betão, Edições 70, Col. Caligrafias, 1989
terça-feira, 14 de Julho de 2009
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3 comentários:
http://pdaherois.blogspot.com/
aqui! aqui!
O Senhor Bernhard.
Mestre infindo.
(só me falta ler o Extinção, que me faz faltar o fôlego só de olhar para aquela lombada. Vou levar cá uma malha...)
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