«La luz del lenguaje me cubre como una música»

(Alejandra Pizarnik)

terça-feira, 14 de Julho de 2009

namastê, dizia ele

«Por um lado, sobrestimamos o outro, por outro, menosprezamo-lo e estamos sempre a sobrestimarmo-nos e a menosprezarmo-nos, e quando nos deveríamos sobrestimar menosprezamo-nos, tal como nos deveríamos menosprezar quando nos sobrestimamos. E, de facto, sobrestimamos todo o tempo principalmente o que projectamos fazer porque, na verdade, cada trabalho do espírito é, como qualquer outro trabalho, sobrevalorizado em exagero e não há no mundo nenhum trabalho do espírito a que este mundo sobrevalorizado não pudesse renunciar, tal com não há ninguém, nenhum espírito, a que não se devesse renunciar neste mundo; aliás, a tudo se deveria renunciar caso tivéssemos força e coragem para isso.»
Thomas Bernhard, em Betão, Edições 70, Col. Caligrafias, 1989

3 comentários:

pdah disse...

http://pdaherois.blogspot.com/

aqui! aqui!

Abssinto disse...

O Senhor Bernhard.

Mestre infindo.

Abssinto disse...

(só me falta ler o Extinção, que me faz faltar o fôlego só de olhar para aquela lombada. Vou levar cá uma malha...)