«Ele que deixasse os livros, diziam, para os paralíticos e os moribundos.»

Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

Mais qualquer coisa para acrescentar à vida



É durante o dia que ele aparece, no dia mais branco. Pássaro.
Bate as asas, voa. Bate as asas, apaga-se.
Bate as asas, ressurge.
Pousa. E depois desaparece. Com um bater de asas apagou-se no espaço branco.
É assim que se comporta o meu pássaro familiar, o pássaro que vem povoar o céu do meu pequeno pátio. Povoar?
Bem se vê de que maneira...
Mas permaneço quieto, a contemplá-lo, fascinado pela sua aparição, fascinado pela sua desaparição.


- Antologia - Henri Michaux