«Ele que deixasse os livros, diziam, para os paralíticos e os moribundos.»

Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Não respire... (ou leituras em apneia) #1



«Tu lutas contra esta figura que dentro de ti te impele; tu queres fugir de ti próprio, queres separar-te de ti mesmo, e não podes. Só consegues, à custa de esforços desesperados, manteres-te dentro da fórmula ou da máscara que escolheste, e arredar o crime e a loucura, e fingir e sorrir.»

Raul Brandão, "Húmus", Campo das Letras, 2000

Pode respirar.

A destruição não se anuncia



"Destruição: conhece, aquele que a conhece."


-"50 poemas"- Gottfried Benn

Da Bonecada 2

A Trama aconselha

Queridos Tramas

«Não podia deixar de o dizer:
A noite de Sábado foi do melhor e teve de tudo, desde:

- Cãocrodilos charmosos a atender ao balcão com um esmero inquestionável;
- Amendoins abençoados cujo teor calórico nos tornou possível a efusiva e manifesta gabarolice;
- Livreira com vestido retro, a lembrar um quadro de Hopper num café parisiense (gostei de lhe ter acertado com a pevide na língua, logo à primeira);
- Livreiro xamã que passou a noite a chamar 'fanfarrão' a escritores frustrados (por isso as festas na nuca, tão doces e que bem me souberam);
- Guitarrista ‘andante’ a experimentar todo o tipo de adereço feminino, sempre com grande sucesso (esperemos pelas fotos para a pontuação final);
- Meninas bonitas meio tontas a dançarem o Last Splash das Breeders como se tivessem novamente 17 anos (e ainda bem que não tinham, pois com 17 anos ainda dá multa);
- Tradutores prazenteiros cujo abraço valeu ouro, tipo aquele ouro de abraçar sangue irmão;
- O comunicável casal Alvim, com quem nunca me canso de conversar, porque aprendo sempre alguma coisa;
- A música do vasco felino que parecia poesia em frequência feromónica (isto existe?);
- Escritores tímidos com livros assinados e mails escritos numa ofensiva clara de engate (juízo onde andas? obrigado catarina, mas ela ainda não respondeu. ainda... era gira, não era?)
- Raparigas com pés torcidos, outras com meias coloridas às riscas;
- Raparigas com cabelo cenoura a emitir estalos com a língua a fazer lembrar o som das bolas extra dos flippers antigos;
- Vocalista cinematográfica a quem apetece trancar em quartos de hotel e despejar todas as polaróides
- Fotógrafos exímios na vertente paparázzíca (mais uma vez, esperamos por elas)
- Conversas no parapeito que quase me fizeram chorar, de alegria e tristeza, com amigos que se tornam cada vez mais amigos.
Como vêem, a Trama não é só a Trama. A Trama é algo que nem vocês poderão ainda saber. Porque todos os bocadinhos dela, estão espalhados por cada um de nós.

Um beijo e abraço

Deste vosso amigo
Fernando Dinis»

O desastre não se anuncia



-"The Writing of the Disaster"- Maurice Blanchot

Ai que os específicos continuam a chegar



Este livro é mesmo incrível.
Só por causa disso vou escrever todos os tópicos, um a um:

- The Texture of Silence
- Faith, Silence and Darkness Entwined in Messiaen's "Regard du Silence"
- Sounding Silence, Moving Stilness: Olivier Messiaen's Le Banquet Céleste
- Going Gently: Contemplating Silences and Cinematic Death
- Film Sound, Music and the Art of Silence
- Pragmatics of Silence
- Some Noisy Ruminations on Susan Sontag's "Aesthetics of Silence"
- Preliminary Thoughts About Silence in Early Western Chant
- The Communicative Rest
- The Air Between Two Hands: Silence, Music and Communication
- "Meditation is the Musick of Souls": the silent music of Peter Sterry
- Silent Music and the Eternal Silence

Sobre a Primeira Dama



Só para terem uma ideia:

- Pina Bausch life and work
- Bausch on Bausch
- Representation as process, process as representation
- Essential Elements
- Looking for Action

Domingo, 29 de Novembro de 2009

a poesia não me interessa #10



Cânticos*

I

Não queiras ter pátria.
Não dividas a Terra.
Não dividas o Céu.
Não arranques pedaços ao mar.
Não queiras ter.
Nasce bem alto,
Que as coisas todas serão tuas.
Que alcançarás todos os horizontes.
Que o teu olhar, estando em toda parte
Estarás em tudo,
Como Deus.

II

Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens ...
Não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabe que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade ...
É a eternidade.
És tu.

III

Não digas onde acaba o dia.
Onde começa a noite.
Não fales palavras vãs.
As palavras do mundo.
Não digas onde começa a Terra,
Onde termina o céu.
Não digas até onde és tu.
Não digas desde onde é Deus.
Não fales palavras vãs.
Desfaze-te da vaidade triste de falar.
Pensa, completamente silencioso.
Até a glória de ficar silencioso,
Sem pensar.

* (3 de 26)

Cecília Meireles, "Antologia Poética", Editora Record, 1963

primeiras palavras depois da festa

Ai. aI. AI.

Sábado, 28 de Novembro de 2009

dedicatória #4*



* dedicada a quem, desde 2007, tem conduzido o esférico para a frente.

Sobre a festa de logo à noite

Se o Changuito não vier dançar, esta não é a minha revolução!!!

Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Toda a humilhação leva à morte #5



«Exprimir sob a forma de arte, com finalidade de catarse, uma tragédia interior, apenas o pode fazer o artista que, no momento em que vivia a tragédia, ia já tecendo os fios construtivos, ia já realizando a incubação criadora. Não existe a tempestade sofrida loucamente e, depois, a libertação através da obra, arriscando até o suicídio. É tão verdade que os artistas que realmente se mataram por causa dos seus casos trágicos são habitualmente cantores ligeiros, diletantes de sensações, que nunca nas suas obras deixaram transparecer nada do profundo cancro que os roía. Donde se conclui que o único modo de fugir ao abismo é encará-lo, medi-lo, sondá-lo e mergulhar nele.»

Cesare Pavese, "O Ofício de Viver", Relógio D'Água, 2004

À sombra do Sr Char



"És tu a minha mulher? A minha mulher feita para aguardar o encontro do presente? A hipnose da fénix cobiça a tua juventude. A pedra das horas investe-a da sua hera.

"És tu a minha mulher? O ano do vento onde guerreia uma nuvem antiga faz nascer a rosa, a rosa da violência.
A minha mulher foi feita para aguardar o encontro do presente.

O combate afasta-se e deixa-nos um coração de abelha sobre as nossa terras, a sombra desperta, o pão ingénuo. O serão esgueira-se lentamente para a imunidade da Festa.

A minha mulher feita para aguardar o encontro do presente."



-"Furor e mistério" - René Char

querido diário

agora que a festa da trama se aproxima temo estar a ver nascer uma borbulha debaixo do nariz.

ao telefone com um amigo

"por isso é que é muito importante que os poetas sejam felizes e tenham qualquer outra coisa para fazer."

temos que admitir

o tecto da Trama é falso.

«eventually, all at once»


"De facto, o que escrevi não contém, em particular, nenhuma pretensão a novidade; e assim não indico quaisquer fontes porque me é indiferente se o que pensei já foi pensado por outrem antes de mim."
Ludwig Wittgenstein, Tratado Lógico-Filosófico

Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

diário dos mesmos pesares #1



26 de Novembro

Às vezes digo para comigo: o teu destino não tem nenhum com que se compare: podes considerar todos os outros homens felizes... nunca mortal algum sofreu como tu.
Depois leio qualquer poeta de outros tempos e parece-me que estou lendo no meu próprio coração. Tenho tanto a suportar! Já haveria antes de mim homens tão infelizes como eu sou?

Goethe, "Werther", Guimarães Editores, 1998

mais logo

depois, quando regressava

dois senhores conversavam ao meu lado, ambos carregados com sacos cor de mostarda, um deles com (outra vez!) o Fúria Divina na mão.
- Então, compraste-lhe esse?
- Sim.
- E ela consegue desligar a televisão e ficar assim sentada a ler?
- Não.
- Então? Para que é que lhe vais dar isso?
(o outro faz cara de sei lá)
- A minha irmã é que lê muito, passa noites em que desliga a televisão e fica só a ler.
- Pois, o Rui também é assim.
- Eu não consigo.
- Eu também não.
- Só nas férias.
- Sim, só na praia.
(a dada altura eu estava à espera que ele perguntasse: e vocês dormem juntos? e ela consegue desligar a televisão? Bem, só no Verão.)

um pr'a viagem

subo as escadas que ligam a estação de metro de entrecampos à estação de comboios e, por baixo dos ecrãs dos horários, dou de caras com o que parece ser uma banca de livros: é verdade, uma mesa com metro e meio de largura coberta por uma linda toalha amarela e, oh viajantes solitários sem a intuição do tempo (razão pela qual, tal como eu, foram olhar para o ecrã), que sorte, duas pilhas gigantes de livros! de um lado, para quem é apologista da lusofonia, uma torre de Fúria Divina; do outro, o novo do Dan Brown.
caramba: a minha preocupação, hoje, nem foi ideológica mas sim de outra ordem, bem mais superficial: estética. é que tudo ali era feio. o local, feio. a banquinha, tão feia quanto pobre. as capas dos livros: feias. tudo à volta, feio. para além de um ar extremamente suspeito: nenhuma informação sobre quem estaria responsável por aqueles livros, nada que identificasse as editoras ou a livraria, nem um papel com o preço dos livros. nada. era só muito, muito deprimente.


Aquele que se conhece a si mesmo conhece o seu Senhor

Portugal a Oriente



" E o mistério da minha alma está em não preferir qualquer delas, a morte ou a vida, e em ser capaz de as acarinhar e embalar por igual no regaço."


-"Testamento de Camilo Pesanha" - Danilo Barreiros

Tudo é poesia



-"O da relação sexual"- Jean-Luc Nancy

Arte é infecção*



-"Caderno de Demónios- últimos anos de Nietzsche ou a ilha dos mortos"- Carlos Couto Sequeira Costa


*Tolstoi

O "Túnel" do Marquês Sabato



"...em todo o caso, havia apenas um túnel.
obscuro e solitário: o meu."

Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

o homem da quarta-feira #15



«É um facto, Nietzsche enlouqueceu, Hölderlin endoideceu, Rilke não conseguiu entrar com o seu corpo no poema, Virginia Woolf suicidou-se, Spinoza acabou silenciando-se, Kafka foi apanhado a tempo por uma tuberculose galopante, Pessoa foi-se degradando no alcoolismo, Kierkgaard acabou triste e só. Nestas coisas, não há hereditariedade, mas há continuidade de problemática e, o que é bem mais importante, permanência do vórtice vibratório.»

Maria Gabriela Llansol, "Na Casa de Julho e Agosto", Relógio D`Água, 2003

A Trama aconselha

Lembras-te?



"domingo à tarde. corríamos as ruas de Paris. assim que vimos estes cadernos entramos na loja e começamos a ouvir uma voz incrível que vinha lá de fora. eu consegui resistir, mas tu saíste como se a tua vida dependesse disso. e depende, descobri nessa viagem. as vidas dependem de cada instante. demorei um pouco mais porque tentava convencer a dona da loja a oferecer-me um poster que estava atirado para trás do balcão. era de uma exposição do michaux. seres estranhos que nessa tarde de aproximações se tornaram uma imagem familiar. voltaste a entrar e saímos juntos. a largos passos do local já estava comovido pelo som, pelas pessoas que tiraram uns minutos da sua corrida contra o tempo e congelaram-no, aquele instante em comunhão.
e a segunda peça era Gorecki. encostei-me às portadas de madeira escura, sem forças , como se tivesse expelido todo o ar, ar cansado, acumulado durante vários anos, talvez desde sempre.e tanto dissemos no nosso silêncio. confesso que sempre que te vejo, não é dos jantares no telhado que me lembro, não é das noites que ligávamos ao dia sem hora marcada, das gargalhadas dos ébrios de sono, nem do teu rosto na sombra dos arcos onde entoavas a palavra primordial.
é desse momento em que tudo se disse. sem uma palavra. sem um gesto. um momento de espanto.
mas isto tudo para te dizer que iniciei esta semana a escrever neste caderno; caderno que trazia na mão nas andanças dessa tarde.
e nessa altura pensava que um ciclo se havia fechado. por isso ainda te falava com um certo entusiasmo juvenil. afinal o ciclo acabou apenas há dias. com o fim de um outro caderno.
o caderno por vir anuncia o desastre.
e agora estás a sorrir."


- Paul Cardeaux -

I Throw Myself at Men

«Sou, neste momento, em parte um projéctil, em parte uma romântica idiota. Estas imagens são documentos de um gesto esperançoso e violento (...). Os homens frequentemente ficam aterrorizados ou pelo menos ligeiramente surpreendidos. O meu papel enquanto agressora é claro e penso que os meus saltos exemplificam o desejo de contacto humano.
Até à data não houve ferimentos maiores.»

+ info sobre a artista, Lilly McElroy, aqui.

Bom dia

Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

queria escrever um texto

onde entrasse
e saísse
sempre a mesma palavra.

A subjectividade é a verdade #2



Ontem, à noite

Queria ter estaleca para isto 2

Paradiso na Trama



Caro patrão o chefe Grande Hiena diz-me que esta é a melhor ficção sul- americana do século passado. Que tens a dizer sobre isto? Vais continuar a andar de jumenta ou atiras-te a isto?

Jean Vigo era o seu nome e o cinema era a sua cena

O Géninho é que sabia

Queria ter estaleca para isto 1

Lisboa retribui




-"Damião de Góis uma homenagem de Lisboa" -

Se puderes ver, observa

A dobradinha Hrabal

Chegou... a modos que... uma consignação...claramente...sopimpa...diria mesmo


Já me acusaram disto (Dramatic Imagination)



-"The Dramatic Imagination" - Robert Edmond Jones


Podem contar com:

-"A new kind of drama"
-"Art in the Theatre"
-"To a young stage designer"
-"Light and Shadow in Theatre"
-"Toward a new stage"

Não sei como é que alguém ainda não correu com isto porta fora



Contém (alguns tópicos) :

-"Whim, God and the Screen"
-"Marie/Eve: continuity and discontinuity in J L Godard"
- "Godard's vision of the New Eve"
-"Interviews with Godard"

E este, já têm?



56. Sou Muitos no que SINTO
PENSAR é ser só um; EXACTO


53. Não pensar no amor porque o amor não se pensa.
Pensar no amor ou é: não pensar, ou é: não amor.


40.
educar a metade que pena a não pensar.
Depois educar a parte que age a agir mais rápido.
Por fim educar a parte que educa com o SALTO; o felino ata-
ca a Presa e devora-lhe o Coração.

Sugestão do Irmão Karamazov




O 2º Aniversário merecia uma partida de futebol. "Os Garcias Marques" vs. "Os Juarroz".
Em caso de falta de inscrições resolvia-se com um campeonato de matraquilhos.
Arranjo bolas.

agora, a festa

No próximo sábado queremos festejar estes 2 anos e contamos com a vossa companhia. Não há dress code nem se paga para entrar. A nossa proposta é: consumo mínimo - 1 livro*.
Abertura das festividades às
21h30 com um DJ set do Pedro Serpa, pelas
23h um concerto dos Blackseat e, para terminar, vamos lá ver se há quem queira dançar: o som será da responsabilidade do DJ Kilas (o mau da fita).
* vá, não é mesmo preciso comprarem um livro
, é uma piada, a ver se pega.

2 anos ou «eu nasci p'rá música"

manuel gião vs. pcf moya
21.fev.08

b fachada
18.set.08

dopo
01.fev.08

noiserv
12.fev.09
bruno pernadas ensemble
27.março.08

(fotos: senhor manel)

2 anos ou «a escala do meu mundo»

Hoje a Trama escreve [entra uma rapariga, trocam-se bons dias] porque é preciso fazer um convite, é preciso dizer alguma coisa [a rapariga pede-nos que lhe guardemos um livro], é preciso explicar onde estamos e porque ficamos.
O que é esta livraria, num gesto? Como é que se move, como é que se estende, como é que deixa de ser uma loja para se tornar um passo? [a rapariga sai]
Esticando o braço,
movendo a mão,
abrindo mais os olhos,
inclinando ligeiramente o pescoço,
assim se vai fazendo uma livraria.
Depois dão-se umas quantas coincidências, encontram-se pessoas, criam-se desafios. E, podem crer, a cada livro vendido, nós vamos lá dentro. [a rapariga volta, vai, afinal, levar já o livro] Depois, ficamos atrás do balcão, vendo-nos ir: o tanto que ganhamos, o multibanco não contempla.
Talvez, nesta altura, se espere de nós um balanço mas - wise men say - deixem isso para os contabilistas. O nosso balanço só mede o que não se vê: uma soma de improbabilidades aliada à multiplicação de uns quantos milagres.
Trabalhamos matéria sensível.
O texto confunde-se à medida que vamos ficando esclarecidos. Daqui por diante entrará o carteiro, parará uma carrinha para nos deixar uma ou duas caixas com livros, passará o vizinho da loja mais adiante e a menina das flores subirá as escadas para tirar o seu próprio café. Pouco depois, passará o David com novidades. Tudo é escolhido com atenção.
O texto não pode crescer, não quer fazer-se importante. Porque o que nos leva até aí não são discursos – são leituras.
Eles perguntam
“mas isso dá para viver?”
e nós respondemos
“depende de como queres viver”.
Dois anos de livraria e continuamos sem Porsche, mas temos, garantidamente, pernas para andar.

Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Teoria da Conspiração #7 (ou a liberdade é escravidão)



«Enquanto não tomarem consciência não se revoltarão e enquanto não se revoltarem não poderão tomar consciência».

George Orwell, "Mil Novecentos e Oitenta e Quatro", Antígona, 1991

A Trama aconselha



"Ora, em Paris tive uma visão. Uma coisa formidável. Não estava bêbado nem drogado. Um bocado de solidão apenas. Uma visão prometida desde sempre. Subitamente desabrochada.É o sinal de que um ciclo se completou. Então a gente desata a escrever desesperadamente, publica livros."


-"Herberto Helder a obra e o homem" - Maria de Fátima Marinho

Se puderes ver, observa




"Em busca do conhecimento
Observei a noite criando o dia
Enquanto nós
Permanecíamos
Imutáveis."


- Paul Éluard -

Do Cinema



-"Estudos de Semiótica Fílmica - fascinação e distanciação"- 2 Vols - F. Gonçalves Lavrador

Da matéria dos sonhos



"Outrora, chegado o momento de me ir deitar, a ideia de uma morte temporária dentro do sono tranquilizava-me, hoje adormeço para viver algumas horas."


-"Furor e Mistério" - René Char

o blog que quer deixar de fumar #14

"The desire of the man is for the woman
but the desire of the woman is for the desire of the man"
Madame de Stael
(é o senhor paulo furtado, a.k.a. the legendary tiger man, que está a deixar a livreira eléctrica)

quantos queres?


(encontrei cá em cima na manhã do Animalário, o Belard fotografou, e agora?)