«Ele que deixasse os livros, diziam, para os paralíticos e os moribundos.»

Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

os diários da livreira

esta tarde, depois de atender uma data de gente, sobrava apenas uma rapariga, cabo-verdiana, sorridente, em frente ao balcão. tinha o resto de uma cerveja na mão que não sabia a quem oferecer. perguntei-lhe se precisava de alguma coisa ao que ela respondeu com uma extraordinária leveza (que a minha cara, branca, não aguentou, tornando-se de imediato muito vermelha) - não, já tens a carta de alforria.