quinta-feira, 1 de abril de 2010

esta noite sonhei com o irmão do irmão karamazov

duplo, espelho, memória, confusão. ia na minha vespa imaginária buscá-lo para um concerto e o mano karamazov, muito alto, querendo levar-me no seu carro, tão imaginário quanto a minha motoreta, mas insistente. parece que chovia. suponho que isto se deva ao espanto de ter encontrado os dois no alexandra alpha, o interminável (ó, são séculos para acabar um livro). mas, bem, primeiro descobri os manos na página 251: «Confraternização, proclamavam os irmãos Karamazov brindando com os criados em espumoso de rótulo pálido.». Não quis postar de imediato achando a aparição um milagre secreto mas depois dei de caras com eles mais à frente. Local: Bolero Bar: «No recinto encontravam-se os, assim chamados, irmãos Karamazov, a prostituta sem medo e o tipógrafo Taborda, bem como outros frequentadores habituais de há muito referenciados à Polícia por determinado funcionário daquele estabelecimento.»
Apesar de tudo, prefiro o sonho com o mano k, o mano das sombras, do que com outra personagem, sei lá, o Remelga, a machona Bravo Grelo, ou assim.