terça-feira, 27 de abril de 2010

referência

Naquele torpor de salivas pode enfim ceder-se à dormência. Que o coração dê de si, mais cedo ou mais tarde, que se vá rendendo à terna e morna paixão flash, que se vá esboroando, desfiando, descosendo, nada ameaça junto àquela janela, naquela rua estreita, a luz mais bonita de Lisboa.
E de manhã o mesmo acordar manso e arrefecido, a vida em loop, esclarece a cabeça pesada ao cair da roupa no levantar de uma perna para o chuveiro. Estar só deve ser isto – estar-se sujeito às companhias.