quinta-feira, 20 de maio de 2010

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já toda adocicada, aquela miúda de vestido verde andava para lá e para cá, prometendo. vestida de lima com laço nas costas, o cabelo curto e voz mel que nervos. quando o concerto começou ela foi sentar-se à frente da bateria e dançaram braços e cabeça, fez-se a miúda corpo de baile, peça de música, pato, bicho que não pensa e muito move. guitarra, bateria, contra-baixo e miúda. e eu dei por mim a chorar a lima do vestido o amarelo do laço o cabelo curto que foi o corpo preso pensado, e o que todos os dias se perde gasta e esgarça, a linhaça das coisas, não que acredite que se torne feio o branco da pele o som deste concerto as cadeiras sujas de café, mas puído, fica tudo muito puído.