domingo, 30 de maio de 2010

é meia-noite no fim do céu #6



«Não havia a fazer: as mãos, disso tinha ele a impressão horrivelmente clara, caminhava a grandes passadas pelo caminho do gelo definitivo.
E teve então um clarão de génio!
Deitando mão à espingarda, não hesitou em fazer fogo na noite e a disparar uns atrás de outros, meia dúzia de tiros.
Depois disto, aproximando as mãos insensíveis do cano muito quente da arma, sentiu a circulação a restabelecer-se: estava salvo!»

Alphonse Allais, "O Capitão Cap., Editorial Estampa, 1973