quarta-feira, 26 de maio de 2010

o dia do meio

começa a ser bem mais evidente que não bato bem da cabeça. reparei, por exemplo, que para devolver a chávena de café, que bebia na rua enquanto fumava um cigarro, entrei no Piaf a rir-me e a contar alto um, dois, três, um, dois, três: os passos necessários para entrar, colocar a chávena no balcão e sair, sempre com o cigarro aceso. e o que era suposto ter sido rápido e discreto, fez com que as pessoas lá dentro ficassem a olhar para mim de olhos esbugalhados e com que eu saísse a chamar-me mil vezes idiota.