sexta-feira, 25 de junho de 2010

mudanças #9

trabalhar de porta fechada deu-me sempre vontade de escrever. era (e é) com a porta fechada que tudo parecia maior, como explicar? de porta fechada uma livraria não tem qualquer utilidade e por isso é muito mais bela. hoje, com uma loja muito feia, despida, desalinhada, continuo a olhar à minha volta e a ver tudo muito bonito. continuo a sentir-me cheia. nada perdeu substância, sentido, densidade. não venho aqui com nostalgia porque não se trata de um passado, está tudo presente, vivo, em constante mutação. vivo esta livraria como se fosse um organismo, uma célula.

zango-me com todas as pessoas práticas, realistas. falta-lhes qualquer coisa.