«Ele que deixasse os livros, diziam, para os paralíticos e os moribundos.»

Terça-feira, 14 de Setembro de 2010

hoje dei por mim e estava feliz

a meio das férias forçadas liguei para o francisco. estava desesperada de saudades. da trama, dos clientes, das conversas, das pequenas tarefas que digo e redigo: femininas. saudades de poder acrescentar alguma coisa a alguém com uma frase, uma sugestão, uma dica qualquer. saudades do êxtase que encontrar o livro certo no momento certo me proporcionava, aquela certeza da ligação de tudo, de eu própria ser uma pessoa-coisa no meio de todas as outras coisas (animais-coisas, objectos-coisas, homens-coisas). tinha saudades de estar atrás do balcão e ficar feliz por ver o rodrigo passar ou o antónio entrar à hora de almoço, ao mesmo tempo que o pedro. saudades das conversas com a ana ao fim do dia, dos livros que ela queria e nós nunca tínhamos, saudades da cláudia, saudades de mim própria ou de uma pessoa que me habituei a ser por estar ali. levíssima.