«Ele que deixasse os livros, diziam, para os paralíticos e os moribundos.»

Sábado, 30 de Outubro de 2010

leitura para esta tarde

um artigo na revista NADA intitulado «O amor que não chega ao pensamento». Diz assim a meio:
"A história do amor começa quando fazemos alguma coisa com aquilo de que não sabemos nada. Na verdade o fazer contém em si essa relação com uma ignorância inicial da situação do objecto, um toldar da significação desta ignorância, que é reaberta na conclusão da acção. É por esta razão que as histórias de amor de Robert Walser são as narrativas cirúrgicas do amor, pequenos levantamentos do ciclo profundo do amor que nada tem a ver com a diegese, com a acção das personagens, mas tudo com a textualidade profunda, inicial e oculta do amor."