terça-feira, 26 de abril de 2011





Novo Fim: Finisterra

Quando a tarde acaba eu esperaria na estrada, e ao fundo
o pássaro branco bate realmente as penas longas,
longe, passa. Mas não será o símbolo, nem dará
o (seu) significado à longitude (linhas),
nem ao olhar, nem a este nada, que por não
me veres é (todo) o panorama: de campo com o sol recente
além, (se vês) as copas, de pinhais, são a superfície em que é possível
(então) sermos humanos. Depois, revejo
a estrada ou finisterra
onde o trajecto é infindo na ante-tarde.


Fiama Hasse Pais Brandão