sábado, 7 de maio de 2011

Ontem fui ao cinema e odiei

É raro, odiar um filme. Tinha dito a uma amiga, semanas antes, que era tanta a minha necessidade de olhar, que, no pior que visse, havia sempre de encontrar alguma coisa que valesse a pena. Daí as séries, antes de dormir. E os filmes manhosos, antes de acordar. Não é preciso explicar, uma pessoa tem que fazer alguma coisa com as suas noites, não é? E então, dizia, em tudo quanto vejo há sempre qualquer coisa para guardar, à excepção do filme de ontem, cujas críticas tenho medo de ler, não vá alguém convencer-me de que aquilo era bom. Que o amor não pode salvar, que uma espécie de carinho (tenderness) pode ser a solução para aquilo que, no fundo, é um ódio generalizado. Está bem, talvez seja por isso que ande toda a gente a dormir com toda a gente. Mas, para mim, isso não chega para fazer um filme. A não ser que o rabo do actor, por si mesmo, valha enquanto obra.