segunda-feira, 13 de junho de 2011

Kings of Convenience

Desde o primeiro álbum que se criou a ideia que você era mais aventureiro e ele o mais estável. Revê-se no retrato?

Não é tão simples. Sou aventureiro, mas passo o tempo a sonhar com estabilidade. Ele tem essa estabilidade, uma mulher e um filho lindos, mas também deseja a aventura... [risos].

Como é vivida essa divisão, esse conflito?

Durante anos era isso, em parte, que nos dividia, mas não tínhamos essa consciência. Eu estava sempre pronto a partir. Eirik queria ficar. Agora esse conflito desvaneceu-se, porque ambos nos aceitamos melhor. Continuo a gostar de viajar, de andar em digressão, de conhecer outras pessoas e cidades, mas estou mais pacificado com o facto de ser aqui que encontro tranquilidade. Com Eirik passa-se o mesmo. Tenho a sensação que, às vezes, ele sentia que o mundo lhe passava ao lado por estar aqui. Agora sente-se menos ansioso, mais pacificado.

[no ípsilon]