É preciso, digo eu, que uma pessoa se habitue a que isto seja assim, a que isto seja a paz, e que a paz seja afinal algo de muito diferente do que se previra. Que a paz não é um estado de graça prolongado, não senhor, mas antes uma dignidade perante toda a emoção, ou falta dela. Quero dizer: a paz de andar feliz por Lisboa, contemplativa, debaixo do milagre; e a paz de andar triste por Lisboa, sem texto, debaixo de milagre outro.
De uma forma mais prática: a paz da tensão pré-menstrual, a paz do mau humor depois da sesta curta, a paz dos transportes públicos sempre muito cheios, a paz das ruas sempre muito sujas. A paz do que não é certo, do que não corre bem, ou do que simplesmente nem chega a correr, a paz do que falha, do que se tenta, e do que não se tenta. A paz do que se conhece e do que está por conhecer.
É por aqui que ando, agora. Às vezes não interessa mudar, interessa aceitar. E aceitando, é deixar andar. Não me julgues.
De uma forma mais prática: a paz da tensão pré-menstrual, a paz do mau humor depois da sesta curta, a paz dos transportes públicos sempre muito cheios, a paz das ruas sempre muito sujas. A paz do que não é certo, do que não corre bem, ou do que simplesmente nem chega a correr, a paz do que falha, do que se tenta, e do que não se tenta. A paz do que se conhece e do que está por conhecer.
É por aqui que ando, agora. Às vezes não interessa mudar, interessa aceitar. E aceitando, é deixar andar. Não me julgues.