terça-feira, 29 de novembro de 2011

e lá em baixo muito longe muito lá em baixo muito longe muito lá em baixo





«E o que havia de extraordinário era estar ali de pé na sombra com a cabeça livre, as costas bem coladas à parede, olhando para o céu, vendo apenas as estrelas, quando havia estrelas, sozinha afinal, e lá em baixo muito longe muito lá em baixo muito longe muito lá em baixo o rapaz cada vez mais esquecido à medida que o prazer ia nascendo e subindo como se viesse directamente da terra.»

Christiane Rochefort, Os Filhos do Século, Ed. Presença (1988)