HOW TO BE
ALONE
Não foi em
Kalkbreite nem sequer em Lochergut
mas na Zähringerstrasse,
junto à biblioteca. Vinha
de uma dessas
avenidas, que todas as cidades têm,
onde lojas de
moda convivem com livrarias, casas
de chocolates
e um grupinho de punks.
Na memória,
uma ideia de pássaro, meu atributo
e uma
gratidão quase solene.
À minha
volta, os homens pousavam no lugar vazio
da imaginação
e eu olhava, nunca mais de três
segundos, a
fim de manter o anonimato. A felicidade
era os versos
de um poeta no balcão da despedida
“A Dickinson tem um verso sobre Zurique
e não é triste”
era a Europa
de ipod nas orelhas, era eu peninsular
agora ilha
desconsolada com aquele livro compelling
and invigorating (cf. Times), no fundo, era essa missa
de corpo
presente onde nenhum pater me levava
pela mão,
rapariga sem
flor na transparência da língua.