domingo, 20 de novembro de 2011

Terminei ontem, pela uma da manhã, os Irmãos Karamázov.

E a vidinha é isto: ficar por casa, ler devagarinho, fazer muitas pausas, não correr para nada (a não ser para as mui raras entrevistas de trabalho). Nove da noite e está tudo em ordem - puto na cama, loiça lavada, quarto arrumado. Daqui por diante, posso fazer o que quiser. Tenho a Magazine Litéraire, que comprei por trazer um dossier imenso sobre a Marguerite Duras, tenho um livro dela Écrire, para começar quando apetecer, tenho a Agustina, que a T. me emprestou, e tenho filmes, carradas deles, que servem mais para minimizar o esforço do que para enriquecer ou aprender ou reflectir. Mais: posso não fazer nada disto e, pura e simplesmente, cumprir aquele ritual maravilhoso do mergulho para a cama, mesmo de frente para a onda do edredon. Poucas coisas me fazem tão feliz.