sábado, 22 de junho de 2013

aquele texto do meu noventa e sete

Em noventa e sete eu não precisava de cerveja para ser. Não havia em mim subconsciente, ego, ascendente, hematoma ou pesadelo – eu era toda a história do futuro. Onde está a mulher que prometia nos meus treze? Que causas tão antigas avançaram para mim, se ela não viu? Nesse ano eu não fiquei sentada em frente ao computador, não precisei de oráculos. Habitava a quarta casa, conhecia o terceiro pai e amava como nos livros, só que sem língua. Na minha idade média, eu sabia tanto que já nem me lembro.