domingo, 30 de junho de 2013

straight no chaser

Aquilo que eu pensava no concerto era numa outra forma de medir o tempo, o meu tempo. Seis por oito, porque não? A minha actuação escrita, na segunda sala, aquela em forma de L (depois de contornar o mapa), assenta num compasso, numa frase musical, ou em duas - é isso que estou agora a tentar perceber. Porque há a frase do texto, sempre estrangulada entre vírgulas e mais vírgulas, mas há também a frase das vírgulas - e era isto, era isto que eu queria musicar. 

(Katherine Mansfield tocava violoncelo - e nem era má. O tempo fê-la cair na escrita e até, imagine-se, na morte. Em termos performativos achei que a coisa podia fazer-se em 1-2-3-4. É por não perceber nada de estruturas rítmicas, de harmonias, que sonho com um compasso visível.)