segunda-feira, 19 de agosto de 2013

num dia de sessenta e três

«Não queiras que cada página seja um monumento. Não queiras tudo. É o melhor caminho para não encontrares nada. Não te sintas esmagado pelos grandes nem condoído com a falência dos que detestas ou desprezas ou apenas lamentas. Escreve. Esquece tudo, tapa os ouvidos, mete-te bem na tua experiência, só na tua experiência. Grande ou pequena, é o que tens. Não desanimes, não desistas, não te perturbes com a indiferença dos outros, não te entusiasmes com os aplausos dos outros. Escreve! Escreve!»

Mário Dionísio, Autobiografia, o jornal, 1987