sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Uma pessoa tem de se rir quando, no café mais reles do mais reles bairro da cidade, uma mulher [que não vai à aula de pilates, não vai inscrever-se em Filosofia, não vai trabalhar para um centro de documentação, não vai comprar o Público para ler o Ípsilon, não vai buscar legumes biológicos ao fim da tarde, não vai passar a noite com o filho no planetário, não vai ver uma exposição de fotografia no fim-de-semana...] diz aos velhos com quem está a falar de uma puta lá da rua: tenho que dar valor à minha vida. E eu, não?