sábado, 21 de setembro de 2013

Eu podia usar uma série de desculpas:

a constipação [ligeira] que me aperta a garganta, o filho [de sete anos], a falta de dinheiro, o cansaço [físico], o sono [transbordante], a [imperiosa] necessidade de limpar a casa ou a [inadiável] arrumação do frigorífico. No entanto, aquilo que me faz ficar em casa é o horror que a recordação da minha própria voz provoca na manhã seguinte. Quando acordo e penso em tudo o que disse, no entusiasmo posto nisso que disse, na convicção de que me servi para dizê-lo, na ligeireza com que o afirmei, digo de mim para mim: