quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Há quem diga que a primeira coisa a fazer é assumir a culpa: não é o solo que é estéril, fui eu que não soube lavrar.

Parte de mim a coragem de ser - e dizer eu talvez não seja o melhor critério, embora também conte. Digo: parte de mim a coragem de mostrar o que não pode nem pede aprovação, qualquer coisa que seja para lá da circunstância desta casa, deste emprego, deste uso das décadas que foram (e não foram à Ásia). Se é para ser imagem, que seja a de Deus. Se é para ser a palavra, que seja a do vento, de dentro, do ventre. Eu perante a mãe como o viço do fruto, ainda antes da boca. Eu perante ti como qualquer coisa que ainda pode germinar. A Estrela sou eu a lavar os pratos do jantar.