sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

catorze

tudo está à beira de cair mas, apesar disso, tudo se sustenta
este ano começa assim: um e-mail em que alguém me diz do que já foi feito
e que eu esqueço sempre
porque para mim é sempre começo é sempre de novo é sempre
nunca tinha pensado nisto
na forma como vivo a partir do zero - pelo menos no que a gente acha bom
nas dores eu lá vou fazendo contas de somar, estou a par das estatísticas, sei
mas quando é para dar um passo, para concretizar, sou rasa
tudo o que importa, o que mete gestos, importa sempre mais que eu
e para isso tenho sempre pouco balanço
ou penso que
vou completar trinta anos solares
isto quer dizer que trinta vezes trezentos e sessenta e cinco, mais coisa menos hora, girei sobre mim mesma
não é pouco para quem não é sufi
e não é pouco para quem nunca fez uma maratona, por trinta vezes ter dado a volta ao sol
(e a que velocidade, senhores
a que velocidade)