sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

"Não sei se isto é tabu ou não mas a poesia portuguesa hoje parece um pouco dividida naquilo a que em gíria se chamam «capelinhas». Há núcleos muito bem definidos que, às vezes, nem correspondem a processos poéticos similares ou consonantes. Pergunto-lhe se, do seu privilegiado ponto de vista, se dá conta disso." [JL, 1990]

Ou: como na imprensa da especialidade se fazem as mesmas perguntas há pelo menos 24 anos. Aposto 10€ que a próxima pergunta é: "O que acha das tiragens de 300 exemplares?" seguida de um comentário sobre "a marginalização da poesia nas livrarias" apesar de "fenómenos de vendas como Herberto Helder".