terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Volto a deitar-me tarde e a acordar cedo, eu que pensava que já não era capaz de nada, que a vida agora era só dormir e esperar. Deito-me tão tarde que a essa hora já perdi o sono e acordo tão cedo que já não tenho hipótese de o encontrar. O sono foge das minhas noites como o diabo da cruz e eu rio-me porque agora tenho trinta anos e posso simplesmente observar tudo isto como se isto não fosse eu ou, sendo-o, fosse de tal forma parcialmente eu que o máximo de mim nisso seria menos que um verso numa antologia do todo.