quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

e ainda do caderno velho

é preciso notar que nunca se termina um caderno. no fim ficam sempre duas ou três páginas por preencher. gosto que seja possível voltar atrás, que não se esgotem as possibilidades, que não se complete o texto. para além de apontamentos sobre a «vidinha e suas curiosidades mais ou menos literárias», vivem no caderno bilhetes de cinema, postais inesperados, páginas arrancadas de outras partes, cartas de amantes, bilhetes inacabados. fechado o caderno, nada transita.