quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

quando encontramos um livro no chão é sinal de que o devemos ler com urgência


O (chamado) homem mau odeia tanto a maldade como o (chamado) homem bom. Apenas é diferente a sua apreciação do mal. Explica a si mesmo os seus actos, e não os considera maus. No próprio momento em que pratica um acto muito mau - um crime -, muitas outras coisas há que não aprova e não faria, porque as considera más. Esta a razão por que o «homem mau», sob determinado ponto de vista, não existe. De maneiras diferentes todos somos bons, e temos vontade de sê-lo.
[1905]

Kavafis, Páginas Íntimas, Hiena,1994