sábado, 3 de abril de 2010

Nadja #2



Cerca da meia-noite, eis-nos nas Tulherias, e aí Nadja pretende que nos sentemos por alguns instantes.
À nossa frente, derrama-se um repuxo de água cuja curva ela parece seguir."São os teus pensamentos e os meus. Repara de onde todos partem, a altura a que se elevam, e como é ainda mais bonito quando tornam a cair. Depois dissolvem-se no mesmo instante, são retomados com força igual, e de novo este transporte quebrado, esta queda... e assim indefinidamente."


-"Nadja" - André Breton