sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

diário

que bonito, uma rapariga à entrada, de costas para a livraria, e o dia lá fora tão cinzento, as pernas muito compridas, as meias pretas, o casaco curto apertado na cintura, e ela em silêncio, à espera de alguém, não sei, nem sempre falo com as pessoas que entram aqui, às vezes não sou capaz. mas vista daqui é apenas: silhueta feminina de costas para os livros. saiu. disse-me adeus e vi-a virar à direita, o cabelo levantou voo.