quinta-feira, 28 de abril de 2011

que nada se esclareça

reparei ontem que não há grandes diferenças entre o que começa e o que acaba - de fora, a mesma desarrumação. o que começa a ficar cheio é igual ao que começa a ficar vazio e eu, senhor, olho com vagar, à espera de saber. quem passa terá mais pressa, não dá para pensar. será que abre, será que fecha? está desarrumado o que ainda não tem lugar como aquilo que deixou de o ter. está em trânsito. and paris is burning. há pacotinhos aqui e acolá: esperarão que alguém os abra ou terão sido agora mesmo fechados? é como aqueles dois que se beijam e se enrolam e se dormem, como paris, rejoyce, é a primeira ou última vez?