domingo, 1 de maio de 2011

Orlando

«Estava a descrever, como eternamente fazem todos os jovens poetas, a natureza, e para acertar no matiz exacto de verde olhou (nisto dando mostras de mais audácia do que a maioria) para a coisa em si, que neste caso era um maciço de loureiros plantados mesmo por baixo da janela. A partir daí não conseguiu, é claro, escrever mais nada. O verde na Natureza é uma coisa, o verde na literatura outra bem diversa."

(Virginia Woolf)